Todo produtor sabe que a cachaça artesanal exige certos padrões de qualidade e identidade. A gente vê isso em diversos manuais, e até em leis. Mas como nossa regra número 1 é facilitar a vida de nossos produtores, aqui vão algumas dicas sobre como manter esse padrão:

  1. Sobre rótulos

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– É proibido o uso do termo “artesanal” para qualificação, tipificação ou designação da Cachaça, ou da Aguardente de Cana;

– É permitido denominar o produto como de “Reserva Especial” no rótulo caso este possuir características que o distinguem dos produtos convencionais feitos pela mesma empresa;

– A cachaça ou aguardente de cana armazenadas em tonéis de madeira que não se encaixarem nos critérios de Envelhecida, Premium e Extra Premium devem conter, em seus rótulos, o nome do recipiente em que foi armazenada, e o nome da madeira;

– A região ou  unidade da federação  onde a bebida  foi produzida pode constar no rótulo, desde que a indicação  geográfica do lugar esteja registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Sua localização deve ser abaixo da denominação da bebida, com o tamanho da fonte correspondendo à metade da utilizada para a denominação;

– Os produtos que forem classificados como Premium e Extra-Premium podem constar esta informação em seus rótulos, desde que os mesmos sejam submetidos à fiscalização e certificação do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).;

  1. Sobre o processo de produção e boas práticas

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– São proibidas lascas de maravalhas ou de madeira, corantes de qualquer tipo (ou qualquer substância que modifique a cor natural do produto), ou a adição de ingredientes ou substâncias que alterem as características naturais do produto final;

– Durante a produção da cachaça, são formadas impurezas voláteis “não-álcool”, e estas possuem os seguintes limites dentro da constituição da bebida: Ésteres em acetato de etila (máximo de 200 mg 100 mL-1 de álcool anidro), Furfural + Hidroximetilfurfural (máximo de 5 mg 100 mL-1 de álcool anidro), Álcoois superiores (máximo de 360 mg 100 mL-1 de álcool anidro), Congêneres (mínimo de 200 e máximo de 650 mg 100 mL-1 de álcool anidro) e Acidez volátil em ácido acético (máximo de 150 mg 100 mL-1 de álcool anidro).

  1. Sobre práticas sustentáveis e suas regras de uso

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– Recipientes usados anteriormente para envelhecimento ou armazenamento de outras bebidas podem ser utilizados, desde que sejam usados somente para esta finalidade;

– Quando vazio, o recipiente usado para envelhecer ou armazenar a cachaça pode ser conservado com água potável;

Além disso, querido leitor, vamos deixar aqui alguns links especiais que podem complementar todas essas informações. Então deixa de preguiça e vem ler:

Aqui nós resumimos todo o processo de produção da cachaça em 8 passos, com direito a vídeo de demonstração em 3D no final!  

Neste texto pontuamos algumas coisas, como legalização, sustentabilidade e boas práticas de produção que aumentam a qualidade da cachaça.

Aqui nós mostramos como a concorrência pode ser driblada quando se tem uma boa identidade visual e embalagens bonitas e chamativas.

Este post tenta resolver alguns problemas corriqueiros que qualquer produtor de cachaça possa ter e ainda não sabe.

O infográfico desse texto traz diversas dicas para que todos os nossos leitores possam fazer uma cachaça de qualidade.

Aqui nós tratamos das várias portarias, leis, decretos e instruções normativas que regem a fabricação da cachaça artesanal e orientam o produtor no processo de controle da qualidade de seu empreendimento.

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