A caipirinha no Brasil

Foi por volta de 1918 que a tão aclamada caipirinha surgiu. O coquetel foi criado no interior de São Paulo como uma bebida de alto padrão a ser servido nas festas dos fazendeiros da região, que compunham a elite local, refletindo assim a força da cultura canavieira que atuava naquele espaço. Com o seu sabor tão singular, a bebida logo fez sucesso ao redor do país: em 1930 o coquetel já podia ser encontrado em várias regiões, principalmente no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Até chegar na versão hoje conhecida, a caipirinha sofreu algumas modificações, aprimorando o seu sabor e tornando-se o drinque brasileiro mais reconhecido ao redor do mundo, e hoje você aprenderá qual a melhor cachaça usar para fazer uma caipirinha nota dez!

A escolha dos ingredientes

A caipirinha é um drinque tradicional no Brasil, que traz em seu sabor uma gama de sensações: uma leve acidez do limão que contrasta com a leveza do açúcar e o frescor da cachaça. Sendo assim, a escolha dos seus ingredientes é um dos momentos mais importantes durante a confecção, e a seleção da cachaça correta faz toda diferença no resultado final do drinque. Os três tipos de cachaça mais comuns para fazer a caipirinha são a Pura, a Prata e a Ouro, você sabe quais são as diferenças entre as elas?

Os tipos de cachaça mais usados para fazer a caipirinha 

A cachaça Pura é um destilado que não sofre nenhum tipo de interferência durante a sua produção. Após o seu processo de destilação a mesma descansa em dornas de inox e segue para envase. Essa cachaça traz consigo uma característica gustativa muito interessante, uma vez que o seu sabor remete diretamente ao da cana-de-açúcar. E é ela quem dará origem aos outros tipos de cachaças. 

A cachaça Prata – também conhecida como Branca -, durante o seu processo de envelhecimento permanece em contato com madeiras consideradas mais neutras, como: amendoim, freijó, jequitibá, entre outras. Essas madeiras não soltam coloração, mantendo o aspecto transparente da cachaça Prata. Por ser um produto “fresco” de maior concentração alcoólica, tende a apresentar sabores e aromas mais intensos, secos e ardentes. 

A cachaça Ouro – também conhecida como Amarela -, são armazenadas e envelhecidas em madeiras que interferem no seu aroma e sabor, como: carvalho americano, carvalho europeu, bálsamo e amburana. Desse modo, as características gustativas dessa cachaça estão diretamente relacionadas com a madeira em que foram armazenadas e o tempo de contato entre o líquido e o recipiente.

Uma vez que cada cachaça é extremamente deliciosa a sua maneira, qual delas usar para fazer a caipirinha?

A escolha certa

A quem diga que a melhor cachaça para fazer caipirinha são as puras, isso se dá pelo seu caráter mais encorpado. Como essa cachaça não entra em contato com nenhum tipo de madeira durante o seu processo de envelhecimento, o seu sabor é mais aguçado e remete diretamente à cana-de-açúcar, realçando o seu sabor no drinque. Contudo, temos também as cachaças Pratas, que não ficam para trás, o contato com a madeira durante o seu envelhecimento gera uma interferência bem pequena no seu sabor, essa cachaça consegue harmonizar perfeitamente com os outros ingredientes, acentuando o frescor no final da degustação, fazendo com que a caipirinha fique ainda mais saborosa. 

Por outro lado, há quem prefira confeccionar o coquetel utilizando uma cachaça Ouro. Isso se dá pelo sabor levemente mais adocicado e a sensação mais suave que ela possui em comparação com a Prata. O importante mesmo é escolher uma cachaça de boa procedência e que seja regularizada e registrada perante aos órgãos fiscalizadores. Procure pelo número de registro no MAPA em seu rótulo! Isso garante que ela segue todos os padrões das Boas Práticas de Fabricação e é própria para consumo, sem oferecer riscos para a sua saúde! Outra dica é verificar se ela possui o selo de rastreabilidade do Cachaça Gestor

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